06 Julho, 2009

Sonhei com Jim Carrey.
Enredo com começo, meio e quase fim, bem na hora em que
ele me pediu em casamento.
Vou jogar no macaco.

03 Julho, 2009

E não é que tudo deu mais ou menos certo, hoje?
Não que o destino tenha colaborado tanto assim. Não.
Apenas consegui desenrolar as pendências estúpidas que
inexplicavelmente se emaranharam, ontem.
O que, dado a gravidade do embaço, já considero um
grande avanço. :)
É mais ou menos como permanecer na estaca zero, porém
com motor mais ou menos aquecido, combustíveis mais ou
menos garantidos e com mais ou menos todos os recursos
prontos para a largada.
Passei todo o dia de hoje mais ou menos evitando o excesso
de confiança.
Em casos extremos assim, prudência nunca é demais, eu
imaginei.
Reza a lenda que Deus ajuda quem cedo madruga, e isso eu
fiz.
Tudo há de se resolver amanhã, com bastante sorte, o
fator imponderável.
E, tomara, logo cedo. Porque eu já quase que não aguento
mais.

Mas como nem tudo é só desgraça ou leseira por aqui,
fomos, quatro amigos, almoçar no tchaina mais próximo.
Nesse ponto, não teve nem mais nem menos.
O rolinho primavera era tão leve e tão delicado, que
chegava a me gerar arrependimento profundo por ter pedido
apenas uma unidade.
A certeza absoluta é que eu nunca devorei um porco
agri-doce (hífen, ainda?) tão perfeito, na textura e no
equilíbrio dos sabores.
Amei a cozinha chinesa do Haudy.
[www.haudy.com.br]

Coleguinha 1, concluindo um assunto nada a ver: - Por isso
eu acho que deveriam criar uma versão brasileira do ETA,
pra acabar com essa palhaçada.
Coleguinha 2: É. Só que aqui no Brasil, iria se chamar
Eita.
Coleguinha 3: Mas se fosse na Bahia, iria se chamar Óxi.
Coleguinha 2: Se fosse na terra de Mussum, iria se chamar
Cacildis.
:)
Foi uma longa manhã, como vocês podem notar.

02 Julho, 2009

Roubaram a antena do rádio do meu carro.
Aproveitaram também para forçar o vidro esquerdo, cujo
sistema de acionamento ficou bem danificado.
Choveu pra dedéu hoje, não? Foi lindo, eu sei, eu senti.
Semana passada, marquei com uma instituição para buscar
em casa, HOJE, uma doação que eu não tenho como
transportar no meu carro. Os ingratos, óbvio, não
vieram. A doação ficou o dia todo alojada numa área
comum do meu prédio e o zelador ralhou comigo, quando
voltei pra casa.
Estou desde segunda-feira tentando resolver um problema
absurdamente banal com uma prestadora de serviço de
primeira necessidade. Oito protocolos de atendimentos e 485
pulsos telefônicos depois, permaneço na estaca zero. Eu
devo ter aprendido a falar em grego enquanto dormia e o
domínio involuntário deste idioma não está me
levando a lugar algum, desconfio muito.
Minha intuição feminina experiente assopra que esta
novela não vai terminar tão cedo. Oremos para que não
haja sangue.
Ah, sim. A frente fria chegou e, sem motivo aparente, a
resistência do chuveiro queimou. Tomei um banho digno,
porém de canequinha. E quando eu estava pronta pra sair de
casa, de salto alto, trench coat, bolsona pesando 2,5 kg e a
nove andares do solo, a energia elétrica, puff!, acabou.
Na Sibéria não tem nada disso. Aposto.
...........
Cheguei no trabalho debaixo de chuva e exatos 23 minutos
atrasada.
Colega Não-Tem-Tempo-Feio-Nunca sorriu e disse - Booom
diiia!, enquanto esperava seu cappuccino ficar pronto.
- Podemos considerar que, hoje, bom dia é modo de dizer,
não é?, vociferei enquanto acomodava o meu guarda-chuva
ensopado em algum canto.
- Por que?
- Porque, no caso, é.
E eram apenas 9h23 da manhã.
..............
Foi apenas um daqueles dias com caráter zombeteiro, em que
você pode morrer de enfarto, de derrame, de morte morrida,
de desgosto ou de raiva.
De tédio, nunca.
............
Amanhã vou almoçar no restaurante China (tchaina) local.
Segundo informações que colhi previamente, vai ser
divertido.

01 Julho, 2009

Reconhecimento de Terreno - modo avançado.

Hoje, fui com a D. conhecer o restaurante natureba local.
Roteiro obrigatório, sempre.
Explorar as potencialidades de um restaurante natureba local
é tão necessário e instrutivo quanto a igreja matriz e
a padoca da avenida.
Sou muito ligada às tradições, vocês sabem.
Comi arroz integral; feijão de corda; couve-flor, batata e
maçãs gratinadas; vagem, nori e moyashi ao garam
massala. Os caras são xiitas.
Porém, tudo com um quê meio indefinido e quase nada de
sabor ou sal.
Os ingredientes não conversavam entre si.
Nem se davam muito ao trabalho de brigar.
A indiferença apenas foi rompida pelo valor do prato:
inexplicáveis R$20,00.
A grata surpresa foi conhecer o empório que habita o mesmo
recinto.
Coisas bem interessantes, como a linha de sorvetes Mel.
Fiquei especialmente inclinada em adquirir um pote de 750 ml
do sabor avelã e cacau, na próxima visita. (apenas ao
empório ;)
Massas secas bem interessantes, orgânicos frescos,
docinhos sedutores, chazinhos meigos.
Vez ou outra você se depara com um precinho razoável.
Fiquei especialmente encantada por uma espécie de miojo
naturebaço, feito com nissim integral, zero trans,
blá-blá e, pasmem, tempero sabor funghi. (!!)

Comprei um exemplar apenas para conferir do que se trata.
Missão científica e de paz.

No moleskine ficou anotado, então:
X & X - potencialmente um ótimo empório.
Almoce na padoca.

Conto o resultado do miojo pseudamente naturebaço, assim
que possível.
Funghi liofilizado é piada da indústria, né?
Adorei o raciocínio/ousadia dos caras.
Sem falar que a embalagem é fofa.

Tá.
Vou dormir.

Coleguinha 1: Roubaram o estepe do carro da minha namorada,
na oficina mecânica.
Coleguinha 2: É, mano, tem que conferir tudo antes de
tirar o carro da oficina.
Coleguinha 1: Difícil lembrar de tudo, a última coisa
que a gente lembra é do estepe.
Coleguinha 2: Vantagem nessa hora é ter, tipo, uma
Ecosport, mano, o estepe tá ali, num tem como você não
ver.
Redatora: Não é bem assim. Fosse comigo, eu levaria uns
3, 4 meses para reparar na falta. Facinho.

Silêncio.

É, vamos considerar que eles ainda não entenderam
direito com quem estão lidando. Ou se recusam a.

Não troque alhos por bugalhos.
Não leve gato por lebre.
Não confunda Pires de Oliveira com pratinho de azeitona.
Nem rua Maria Paula com rua Paula Souza.
Até porque também existe a tal travessa Dona Paula.
Muita informação.

30 Junho, 2009

Niver de um mês meu, no trampo novo.
Passou voando.
O que eu considero um ótimo sinal.

Cada enxadada, uma minhoca, diria meu avô.
Tem sido assim, os dias.
Benza. :)

No próximo findi, vou lá pras bandas da rua Maria Paula
comprar apetrechos
para a minha cozinha.
O Ventilador vai ficar pequeno pra tanto assunto.
(cof, cof, cof)

A chegada das férias de julho tem sido um respiro salutar
na minha rotina pela cidade. Nunca mais levei duas horas
para voltar pra casa.
Quarenta minutos, hoje, significam dois palitos.
Literalmente.
Deveria ficar assim pra sempre.

Fui convidada a fazer revisão de estilo da autobiografia
de uma psicoterapeuta.
Só o convite já foi uma honra.

E daí o Kassab quer acabar com a circulação dos
ônibus fretados.
A ideia do palhaço é entupir ainda mais as vias
públicas de carros, eu suponho.
Errei?

Theo Becker era o cara.
Só a Record não conseguiu enxergar. :p

Sexta-feira passada, 6h42 da madruga fria, av. 23 de Maio,
sentido centro.
[Velvet Morning na caixa]
- Mãe, eu queria tanto ir a um show do The Verve
(suspiros)
- Se eles tivessem o hábito de fazer algum, facilitaria um
bocado. Concorda?
- Mãe, na Inglaterra eles fazem mais shows que o Chiclete
com Banana.
- Também não precisa esculhambar desse jeito. Chiclete
com Banana foi sacanagem com os caras.
[sobe trilha e encerra]

Podia ser pior. Pensa. :)

Olívia tem demonstrado progressos surpreendentes à
direção.
No entanto, meus freios imaginários talvez já estejam
precisando de pastilhas imaginárias novas.
Eu ainda sofro muito, concretamente.
Coisa de mãe. Vai passar, eu sei.
Ela tá se saindo muito bem.

Vamos combinar que 2009 tem sido um ano meio atribulado para
a marinha francesa, hein?

26 Junho, 2009

Sobre a minha mesa havia uma pequena pilha de moedas e uma
balinha de hortelã BoaVistense.
Desconfiei do que se tratava.
- Ana, deixei pra você R$1,90 e uma balinha no valor de
R$0,10. Tudo bem?, indagou Urubu.

E quem sou eu pra discutir? Me diz.

25 Junho, 2009

Daí que rolou um bolão de 2 reá por cabeça aqui na
firrrma.
Pedindo perdão pela brutal ignorância, fiz uma série
de indagações.

- Se eu apostar no 1 X 0, obrigatoriamente eu tenho que
escolher pra quem?

- Aceita ticket?

- O Brasil é o de camisa verde?

Acreditam que eu ganhei? (ho,ho,ho)

24 Junho, 2009

E Viva São João!

22 Junho, 2009

De volta à vida inteligente. :)
Coleguinha 1: - E Fulano? Tem falado com ele?
Coleguinha 2: - Tenho. Ele tá legal, costuma praticar
tiro ao rato num galpão abandonado lá perto de casa.
Cada ratazana do tamanho de um gato, mano. Num da pra
acreditar. E aí Fulano fica lá, gastando munição e
praticando tiro, né, mano.

Silêncio.

- Pergunta pro Fulano se ele quer fazer um frila e gastar
munição numas pombas que resolveram morar lá em casa,
disse calmamente outro colega.

Então você deve estar perguntando: - Ana, como é que
você tem essa capacidade de sempre trabalhar em lugar que
só tem figuraça desse naipe?

Ao que certamente eu vou responder: - Deve ser a tal da lei
da atração, mano. Só pode.

21 Junho, 2009

Ciça-Mãe preparou um goulash especialmente pra mim, no
almoço.
Amo. Era tudo que eu precisava hoje.

- Mãe, e o Dr. S. tá bem?
- Nesta semana, completamos 32 anos de namoro. Acredita?
- Acredito que talvez este seja o namoro mais longo da
história da humanidade.
- E ele nunca me pediu em casamento.
- Mãe, tá na cara. Esse cara tá te enrolando, cai
fora. :)

Ciça-Mãe tem 77.
Dr S., 88.
Namoram há 32 anos.
Sabe-se lá por quanto tempo se paqueraram.

Acho linda essa história.

15 Junho, 2009

Este foi o meu primeiro feriado do ano com a sensação de
cansaço, de descanso e do dever cumprido.
Coisas muito boas de se sentir.
Paz é a palavra.

Não fiz simpatia pra Santo Antonio. Nem fiquei triste no
dia 12.
Preguiça foi o meu principal pecado.
Apenas ensinei minha filha a preparar risoto com alguns
segredos que eu nunca conto a ninguém. Ela aprendeu.
E, ó, o evento foi um sucesso. Eu soube.
De vez em quando eu acerto.
Bem de vez em quando.

Ontem/antesdontem, 13, foi niver da minha madrinha.
Mulher mais fofa e querida do mundo, ela.
Amo-a de paixão.
Hoje/ontem, 14, teve almoção em família pra comemorar.
De presente, comprei uma mantinha azul total e igualmente
fofa, daquelas que a gente adora usar pra se cobrir no
sofá, enquanto vê TV, degustando uma sopinha de pacote
ou sucrilhos kellog´s com leite ou mingau de farinha
láctea ou brigadeiro de colher.
Confort food.
I love it.
Eu sei que ela também ama ver TV assim.
: )

Amanhã/hoje, eu vou tomar caldinho de abóbora com
linguiça, enquanto espero a hora do rodízio passar, lá
no Gogó da Ema. Ou talvez eu arrisque o de cebola. Se bem
que aquele de mandioquinha com polenguinho.
Estou achando muito divertida a ideia de ter um local pra me
ancorar do lado de lá da ponte, até o trânsito insano
da cidade se acalmar.
Não tenho conseguido chegar em casa cedo.
Horas parada no trânsito pra voltar.
Horas. Muitas horas. Quase duas é muito.

Mas chega também de falar de comida.
Tenho falado demais.
Acho que estou com frio.
Melhor eu dormir um pouco.
Tentar, pelo menos.
Eu queria tanto conseguir voltar a dormir demais.

Tá.
Além da preguiça, a gula tem sido um pecado também.
Se bem que rola uma ira importante, de vez em quando.

Aliás, a ira é o meu pecado predileto. Adoro.
Talvez por isso eu não consiga dormir.
Será?
;)

12 Junho, 2009

Alguém aqui viu o primeiro episódio da última
temporada de ER?
U-au!

10 Junho, 2009

São Paulo, 19h15, 295 km de congestionamento na cidade,
deu no rádio.
E eu ainda a 10 km de casa, do outro lado da ponte.
Não é uma reclamação.
Apenas uma constatação.

08 Junho, 2009

O Gogó da Ema é potencialmente o meu mais novo habitat
natural.
Enquanto esperava dar 20 horas, tomei caldinho de
mandioquinha com poleguinho e croutons. Delícia,
aconchegante e bem temperadinho. Amei.
Só toma cuidado com a pimenta, que a de lá é pra
iniciados no crime.
Tem também caldinho de feijão, de abóbora com
linguiça, de cebola e mais algumas fofuchices a serem
testadas oportunamente.
Bendito seja o meu dia de rodízio.

*****
Ontem, eu e Olívia fomos almoçar na casa da
Ciça-Mãe.
Detalhe: ela foi dirigindo.
E eu fui o caminho todo pisando em ovos e no meu freio
imaginário.
Emoções fortes, viu?
Olívia tem pé de chumbo. Não sei a quem puxou, essa
menina. : )

*****
Sábado, eu fui às compras.
Investi em bolsas. Só pra variar.

Tô que não me aguento de alegria.

30 Maio, 2009

Pensa numa mulher feliz.
É.
Eu mesma.
:)

26 Maio, 2009

Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z
Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z
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Crtl+Z Crtl+Z Crtl+Z

24 Maio, 2009

Eu sou o cara com garfo num mundo de sopa.
[Noel Gallagher]

Sei bem como é isso.

23 Maio, 2009

Doritos Sweet Chili.
Minha nova paixão eterna.

10 Maio, 2009

Diz que o show do Oasis foi uma coisa de lindo, com chuva e
tudo.
Filhota contou que ela e Miguxa ficaram pertinho, pertinho
do palco.
Em momento totalmente ternurinha, com os dedos indicadores,
Miguxa desenhou um coração no ar para Liam.
E Liam Gallagher desenhou um coração no ar para Miguxa.
Nhómm!

Fosse comigo, eu iria cair dura no chão, feito um carpete
enrolado.
Certeza.

08 Maio, 2009

Minha placa é final 1. Puta merda.

Isso vai desde os tempos em que o ciclista Walter Feldman
morava
pertinho do trampo e inventou que rodízio de carros daria
um
algum resultado. Faz séculos isso. (vamos combinar que, de
certa forma, o
secretário verdolengo tinha alguma visão de futuro)
A partir de então, todos os carros que eu tive na vida
foram com
placa final 1, porque eu me acostumei com a ideia de que a
segunda-feira foi um dia milimetricamente planejado pra todo
mundo se foder desde a véspera, quando começam a soar os
primeiros acordes da musiquinha do Fantástico.
Não se tem pra aonde correr (ou pedalar, ou acelerar).
Antes às segundas do que às sextas, eu sempre disse.

A verdadeira pedra no meu sapato, hoje, é o Kassabi.
Na completa falta melhor do que fazer, o palhaço inventou
o caça-níquel da tal inspeção veicular.

Acompanhe minha triste trajetória.
No final de 2007, comprei um carro. Zerinho. Flex.
Bonito até, eu acho.
Em dezembro de 2008, eu sofri um acidente.
Tive meu carro ainda incompleto de volta à minha garagem
no final de fevereiro, começo de março. (estou
procurando um advogado, aceito indicações, pliz)
Só então tive a oportunidade lógica de fazer a tal da
inspeção, que ficou marcada compulsoriamente pelo tal
Controlar pra 23 de abril.
Oportunamente Ogun me protegeu, Iê!, porque choveu pra
dedéu na
ocasião, eu me ferrei até chegar a tempo às bandas do
Sacomã, apenas pra cumprir meu dever de cidadã.
(perdão pela rima infame). :P

Até hoje, eu não encontrei uma criatura capaz de me
convencer da razão ou da necessidade de inspecionar a
emissão de poluentes por um veículo com apenas 19.000 km
rodados, recém-saído da 2a revisão, que habitualmente
é abastecido por um mix de 1/3 de gasolina aditivada +
2/3 de álcool de boa origem comprovada pela Shell.

Então tá.

No dia 27 de abril, paguei o licenciamento, as duas multas
devidas e os R$11,00 pelo Sedex para receber a
documentação no aconchego fofo do meu lar.

Terça-feira, 05 de maio (!!), eu recebi um envelope do
correio que continha uma intimação para que eu
comparecesse à sede do Detran para regularizar a
situação do meu veículo.

What?

Pra encurtar a parada: o palhaço do Kassabi só inventou
a tal da inspeção veicular para carros novos, porque
mandar fazer inspeção em veículo velho, ele
confessou, ia dar pobrema. Modos que.
Pobrema maior foi a incompetência da entidade chamada
coisa
pública municipal.

Os sistemas não conversam entre si. Notem bem.
Prodam dormiu no ponto, não passou as infos necessárias
da Inspeção ao Detran e quem pagou o pato fui eu, placa
final 1, na leva dos primeiros dos veículos no showzinho
circense do nariz vermelho Kassabi.
Bois de piranha.

Eu tive que encarar a nojeira que é o prédio do Detran e
um bando de gente mal educada.
Até quem não é, fica.
Trust me.
O clima péssimo contagia.

Apresentei toda documentação necessária, comprovantes
de inspeção e de pagamento de taxas ao quadrúpede que
me atendeu.
Recebi minha documentação, sem nenhum pedido de
desculpas pela vacilada, em nome da Prefeitura ou do Detram.
Na miúda.
Neguinho se mancou, se calou e ainda me olhou feio, veja
só.

Tenho direito aos meus R$11,00 pagos pelo Sedex de volta.

Se sua placa é final 8 ou 9, não esmoreça jamais.
É meio provável que, até lá, tudo tenha se
ajeitado.
Kassabi é um cara meio devagar, sejam pacientes.
Mas se a gente for pensar bem, novembro ou dezembro tão
logo aí.
Né?

07 Maio, 2009

Hoje, tem Oasis no Rio.
Sábado, em São Paulo.
Eu queria muito ir, a ambos.
A ausência completa de noção, de modéstia da banda,
além do timbre de Liam Gallagher me divertem e me agradam
profundamente.
História mais comprida que um dia de fome, preguiça
gigante de contar as razões. Deixemos isto pra depois.


Noite de domingo, eu, filhota e sua amiga Miguxa fomos ao
Credicard Hall buscar os ingressos.
Óbvio, eu me perdi na Marginal Pinheiros.
Aquela ponte Transamérica é mesmo complicadinha, me
disseram, e é verdade.
Local inóspito.
Estressei-me. Muito.
Ao chegarmos, passou.


Incrível como algumas coisas na vida são universais e
atemporais.
A cena clássica de duas adolescentes comemorando com
pulinhos miúdos e gritinhos histéricos, por exemplo.
Constrangedor e fofo, ao mesmo tempo.
Até a mocinha da bilheteria se divertiu.
E eu me comovi, por razões que não veem ao caso agora.


Ao deixar Miguxa (gente boa pra caramba) em casa, beijinho,
desejei boa semana e disparei:
- Miguxa, adorei te conhecer, guarda o teu ingresso para o
show em local seguro, em um cofre se possível, pra não
ter perigo e, ó, desculpa o stress, tá?
- Qué isso, tia. Relaxa. Eu também sou a mó perdida.

Como assim?

27 Abril, 2009

12h10 - saída do cursinho.
- Mãe, podemos dar uma carona para o André?
- Lógico! Mas da próxima vez me avisa, que eu não
venho de pijama.
@_@

20 Abril, 2009

Trufa de panettone. Um alimento de primeira necessidade.
Dia de brigar contra a preguiça braba, hoje.
Uma briga boa, que durou rolou das 6h30 até às 13h.
Até que foi divertido. Mas.
Por volta das 6h30, o meu lado mulher adulta e responsável
me dizia que seria bastante razoável que eu me levantasse
às 9h, comesse algo saudável, tirasse a camisola
ridícula de ovelhinhas, vestisse roupa de gente, passasse
um pente no cabelo, começasse a trabalhar no frila e
cumprisse meu prazo combinado.
Meu lado criança birrenta, filha única queridinha do
vovô, de botinha ortopédica esperneava, gritando não,
não e não, e ameaçava ficar no sofá o dia inteiro,
de camisola ridícula de ovelhinhas, vendo reprises
inúteis na TV, infomerciais da Polishop se preciso fosse,
enquanto devorava todos os bombons da casa, os ovos de
Páscoa da própria filha e toda sorte de tranqueiras que
fosse capaz.
Tava impossível a coisa. E assim foi a manhã inteira.
Uma negociação interna sem um acordo razoável, a
médio prazo.
Por volta das 13 horas, o drama teve fim. Magicamente.
Ainda de camisola de ovelhinhas e com o cabelo amarfalhado,
peguei meu cadernão 27x32 e deitada no sofá, sob o
edredon dos 101 dálmatas, comecei a rabiscar meus
manuscritos.
E, incrível, às 13h29 (!!) eu liguei para o
escritório, avisando ter acabado de enviar doze (!)
opções para aprovação. E às 17h, a boa do dia: job
aprovado.
Agora eu pergunto: precisava tudo isso?
Agenda 19/04:
10h - buscar Olívia.
Domingo ensolarado, lânguido e meio indefinido.
9h50 - Saio do banho, ainda a tempo de ver o finalzinho de
Friends.
9h55 - O telefone toca: - Mãe, traz minha jaqueta rosa!
10h05 - Finalmente localizo a jaqueta rosa no meu
guarda-roupa. Separo e deixo no jeito, repousando no sofá
da sala pra não ter perigo de esquecer.
10h15 - Termino de secar o cabelo, passo filtro 50 no rosto
e nos lábios. Preguiça imensa para o rímel e o batom.
Deixa sem. Visto a roupa mais sem graça do mundo e saio.
10h20- Chamo o elevador.
10h21 - O elevador chega. Ah, sim! A jaqueta rosa, cadê? E
a minha jaqueta listrada? É outono, vai esfriar e hoje tem
jogo. E o elevador se vai. E eu abro novamente a porta de
casa. O que eu vim buscar mesmo?
10h25 - Desembarco no térreo, acomodo as jaquetas no banco
de trás, ligo o som e o carro, eu me vejo no espelho e me
arrependo de não ter passado rímel nem batom. Acelero.
Aciono o portão da garagem. Engato marcha à ré,
estaciono novamente na garagem. Droga, esqueci minha
pulseira. Não posso sair de casa sem ela. Promessa.
10h33 - Estou finalmente a caminho e toca uma canção no
radio. Fico com a vaga sensação de que, desde o começo
da semana passada, minha cabeça voltou a morar lá. Na
lua.
Acorda. Quase uma semana por uma resposta é quase uma
eternidade.
A Terra voltou a chamar.
Melhor atender.

....................
Tá certo que eu me atrasei um pouco para buscar a Oli. Em
compensação, chegamos cedão na casa da minha mãe.
Uma das tarefas importantes do dia era comprar chá. Nem
11h30 e eu já tava na feira, veja que progresso.
Irmã das Ervas nem acreditou quando me viu.
- Caiu da cama?
Talvez como prêmio por bom comportamento, Irmã das Ervas
avisou que iria fazer uma mistura caprichada pra mim.
Acrescentou cinco pedaços de aniz estrelado. Uau! Agora
minha poção mágica é 5 estrelas. :p


Exatamente quando meu horóscopo manda que eu fique muito
atenta aos conteúdos reveladores dos meus sonhos nas
próximas três noites, tenho dormido feito uma pedra.
Justo agora?

17 Abril, 2009

A mesma facilidade que tenho em adquirir novos vícios, eu
a tenho em perdê-los.
Quando me viciei nas minhas longas caminhadas, no tempo em
que fiquei sem carro, achei que nunca mais na vida eu
passaria um dia sequer sem andar cinco quilômetros.
Pois bastaram sete dias a bordo de um carro com música boa
e ar condicionado (hífen, tem?) para eu me esquecer
rapidinho daquela outra marcha.

Hoje, final de tarde ensolarada, porém, eu tive uma
recaída. Bateu saudade forte de passear sem pressa e
observar o movimento das pessoas pela rua.
Eu precisava comprar um pequeno retalho de tecido vermelho.
E um pedaço de fita, talvez.
A loja boa fica a uns três quilômetros daqui. Fui a
pé.
Na loja boa, conheci Vicente que, a julgar pelo bigode de
quermesse, tratava-se do vendedor senior, responsável por
orientar a nova colega trainee sobre a política da casa
quanto à metragem mínima a ser vendida aos clientes,
conforme o valor o tecido. Um critério bastante complexo,
me pareceu.
Perguntei ao Vicente sobre a política da casa quanto às
peças da banquinha de retalhos. E descobri que, neste
caso, não há. Ou leva o retalho pronto, já cortado ou
esquece, veja que coisa.
O corte que me interessou tinha 1,20m e eu precisava só de
30 cm. Foi uma negociação árdua e desgastante. Vicente
estava irredutível.
Decidi então por um tecido que custava R$ 9,90 o m . Aí,
sim, eu pude pedir apenas os 30 cm de que eu precisava. Vai
entender.
Então, por apenas R$ 2,97 comprei 30 cm do mais lindo
tecido vermelho que havia na loja. Desejei bom feriado ao
irredutível Vicente e voltei caminhando pra casa, pensando
em como transformar aquele lindo retalho na peça que eu
tanto preciso. Um drama real, entendam. Prendas domésticas
nunca foram o meu forte. Nem pregar um botão eu sei.

Então, assim, ó: o mesmo vale para a árvore, ok?
Jabuticabeira.
Com U. Percebe?
Jabuticabeira.
Quer que eu repita?
Você percebe que nem tudo está tão perdido assim
quando:
1- Você sai vai a uma reunião para buscar um frila e
volta pra casa com dois.
2- Você se propõe a não comer mais do que dois
chocolates por dia e consegue. Ou quase.
3- De um total de 72 horas, 18 delas você passou
dormindo. Na média, seis horas por noite. Louvada seja
Irmã das Ervas.
4- Em quatro dias, quatro diretores de artes queridos,
ex-duplas de criação, estabeleceram contato ou só pra
saber como você está, ou pra avisar que estão
precisando de redatora em algum lugar, ou pra combinar
almoço na semana que vem, ou simplesmente pra jogar
conversa fora. \0/
Ana, assim ó, prestenção: é jabUticaba.
Jabuticaba.
Entendeu?
Jabuticaba.
Repita.

16 Abril, 2009

O telefone toca e, incrível, desta vez eu não me
assusto. Atendo, displicente.
- Alou.
- Oi. Pode falar agora?
(medo)
- Diga.
- Acabei de ler.
- Ai. Ai. Ai. (inspira). Me conta! (expira) O que achou?
- Ficou muito bom! Mas Mr FZ não pode aparecer apenas no
primeiro capítulo. Ele tem que aparecer mais vezes. Ele
é muito bom.
- Inicialmente eu ia matar Mr FZ, sim. Mas no decorrer desse
capítulo, acabei me afeiçoando ao personagem. [pausa
dramática]. Não, Mr FZ não vai morrer. Tenho novos
planos e ele vai participar brilhantemente até o final.
Preciso construir com mais carinho as nuances do perfil de
FZ, mas o jeitão é esse que você acabou de conhecer.
- Legal o Mr FZ gostar de t bone.
- E de batatas rústicas, ever.
- Tudo bem que a sequência não era bem aquela. Você
pulou a parte da função da alavanca.
- É, eu sei. Problema foi que eu não entendi minha
letra, nas anotações que fiz naquele boteco. Dei meu
jeito. Mr FZ vai retomar a história da alavanca
futuramente, antes do lance do príncipe encantado (que eu
nem te contei) e assim que eu conseguir decifrar aqueles
benditos registros rupestres rabiscados no meu moleskine.
Tem muito assunto pela frente.
- Mas Mr FZ não vai ser tããão ogro assim, vai?
- Ahahahaha! FZ nem me pareceu tão ogro. Ele é apenas um
ser revoltado que não mede muito as palavras para falar
das mulheres (e ele tem motivos de sobra) enquanto aprecia
um belo t bone com batatas rústicas. O bicho vai pegar
mesmo quando ele comentar o primeiro caso que eu vou contar,
a partir dos depoimentos estarrecedores que colhi. Aí sim,
Mr FZ vai mostrar a que veio. As meninas não vão gostar
muito dele, é fato. Mas no fundo é um doce de criatura.
O mundo vai reconhecer isso, um dia.
- Ahahahhaha! Quero ler.
- Aguarde novo envelope vermelho, em breve. Uahuahuah!

Agora vai.
Daí só vai ficar faltando eu plantar a tal da árvore.
Aquele feijãozinho no algodão da pré-escola não
conta, eu sei.
Uma jaboticabeira, talvez.

14 Abril, 2009

Daí que o interfone, a sétima trombeta do apocalipse, tocou. Sentindo calafrios na espinha, eu atendi e o porteiro comunicou solenemente:
- Tô ligando pra avisar que vai faltar água.
- Ah, tá. A partir de que horas?
- A partir de agora.
- Até que horas?
- Até às 20.
- E você só me avisa agora?
- Só me avisaram agora. Então a senhora, de favor, economiza água quando for tomar banho.

É. Eu amo morar aqui.

13 Abril, 2009

Hoje, postei uma carta no correio.
O cor do selo ornou com o envelope vermelho. Apenas nada
orna com minha letra, que considero quase ilegível.
Há séculos eu não escrevia uma carta de próprio
punho, como se diz. A última foi em Manaus, acho. Nem me
lembro mais.
Minha memória anda confortavelmente seletiva.
Deixa assim.

De manhã logo cedo, muito cedo, ligo o rádio do carro.
Beatles.
Day Tripper.
À noite, chuva torrencial, cidade quase parando, ligo o
rádio do carro. Beatles.
Twist and Shout.
Uau.


Espero resposta importante. Em troca, recebo spam.
Mármores e granitos com preços promocionais para
igrejas.


É.
2009 não veio mesmo a passeio.

08 Abril, 2009

Sexta-feira passada, depois de longos meses de reclusão,
coloquei vestido lindo, fiz risquinho no olho, passei batom
carmim, calcei o meu melhor salto 11 e fui ao aniversário
de uma amiga muito, muito querida.
Evento marcado lá pras bandas da Peixoto Gomide.
Encontrei gente que há tempos eu não via, constatei que
minha timidez vai de mal a pior, não paquerei ninguém,
mas fiz amizade com os manobristas do bar. Foi divertido.
Ao entrar no carro, estranhei meu fedor.
Há séculos eu não sentia minha roupa, pele e cabelos
tão impregnados pelo cheiro de cigarro.
Foi uma coisa que realmente me incomodou como nunca antes,
porque meu cabelo tava legal e eu não queria lavar e o
cheiro tava me irritando, e blabla.

Hoje, ao ler sobre a tal da lei que proíbe o fumo em
locais públicos, fiquei indignada.
Sou a ex-fumante (há 21 meses :) mais boa gente do
planeta.
(meus amigos fumantes estão aqui e não me deixam mentir,
certo?) .
Nunca impliquei com gente fumando ao meu lado.

Minhas questãs são tão simplinhas:
1- O Estado pode determinar, por exemplo, que um
condomínio ou uma empresa não pode ter um fumódromo?
2- Ou que um bar não pode receber fumantes?
3- Isto é constitucional?
4- Quem José Serra pensa que é?

(como se já não nos bastasse ter um presidente pagando
de bobo da corte. Né?)

Enfim, a Quaresma tá acabando.
Nunca vi uma tão longa na vida.
Nunca mesmo.

Volto, portanto, a me recolher à minha insignificância,
de onde eu nunca deveria ter saído.

Fui.

07 Abril, 2009

Momento Recordar é Viver.

Tava na bula:
Contra-indicações: hipersensibilidade compravada a
produtos originários de células de ovário de hamster
chinês.
E eu não tô de sacanagem. Te juro.
Fiquei imaginando o diálogo entre médico e paciente.
- Tem alguma hipersensibilidade comprovada a produtos
orignários de células de ovário de hamster chinês?
- Que eu me lembre, não, doutor. Tive problema com um
hamster, uma vez. Mas não era chinês.
- Ótimo.

[Ventilador - Setembro/2006]

No Dia Mundial da Saúde eu morri de vontade de fumar.
Vai entender.

01 Abril, 2009

A Fran é o cara.

29 Março, 2009

Mi,
Permita-me discordar do seu casting para Os Três Patetas.
(aquele que vc deixou nos comentários)
Adam Sandler e Jack Black são patetas pela própria
natureza. Porém ainda muito jovenzinhos para o papel.
Faltam-lhes um elemento precioso: a maturidade dos velhotes
originais.
Coisa que só a maquiagem não consegue resolver.
Amo Jim Carrey de paixão, a despeito de algumas comédias
toscas.
O cabra é bom, tem idade e pegada pra tamanha responsa.
E, pasme, eu boto a maior fé na verve cômica de Sean
Penn.
Acho que o bruto leva o maior jeito.
Sou apenas meio reticente com a escolha de Benicio del Toro.
Sob encomenda pra papéis de meganha, louco/viciado e/ou
psicopata.
Enfim, vai que o cara surpreende.
Mas o que importa mesmo é que Os Três Patetas estarão
de volta.
E eu quero o filme todo em PB.
E com todos os efeitos sonoros.
Poing!
I love it! : )

28 Março, 2009

Vou apagar tudo às 20h30.
Vou voltar às 21h30.
Ato simbólico.
Teatrinho besta, tipo acender isqueiro no estádio durante
show do U2.
Vou aderir, na falta melhor do que fazer.
No vai da valsa, no dia a dia (hoje sem hífen) e no pagar
das contas, economizo água, energia e separo o lixo
diariamente por aqui.
Apagar tudo hoje é o de menos.
(bocejos)

27 Março, 2009

Ficar presa no congestionamento, na quarta-feira, me serviu
pra alguma coisa.
Subindo a Brigadeiro, ouvi na Kiss: Os Três Patetas vão
voltar, em longa metragem.
Morri. \0/
Sean Penn e Jim Carrey já toparam a parada. Benicio del
Toro ainda faz um pouco de charminho.
Ora, bah!
Becky Bloom vai estrear no mês que vem, me contou a Ale
Totalmente Ber.
Ainda não engoli o lance nada a ver de escolherem Isla
Fischer para ser a Becky.
Não entendi o critério.
Por mim, seria qualquer outra coisa, tipo Lindsay Lohan. :p
Isla Fischer?
Me explica.
Sonhei que eu estava no meio de um tiroteio entre elementos
barra pesada.
Senti um leve ardor no meu braço esquerdo. Parecia um
esfolão cascudo, daqueles quando a gente derrapa na curva
no carrinho de rolemã.
Passei a mão no ferimento, percebi o contorno de uma bala
alojada próxima ao cotovelo. E eu me senti superfeliz.
Morra de inveja, Tarantino.

25 Março, 2009

Foram 96 minutos, da Consolação até em casa.
Sei, se eu tivesse saído de metrô, teriam sido apenas
35.
Mancada.
- Na segunda-feira, eu comecei a escrever meu livro.
- Você já plantou alguma planta? (sic)
- Feijãozinho no algodão conta como planta?
- Conta.
- Então tá safo.

23 Março, 2009

Game over.
Doze dias para trocar 5 metros quadrados de piso, eu não
me canso de repetir.
No final da tarde de sábado teve fim o pesadelo.
Restou-me uma casa inteira para limpar. Tem poeira para todo
lado. Parece castelo inabitado há um quarto de século.
Resta-me também agradecer a solidariedade sempre
incondicional dos amigos queridos, em especial da Rezinha e
sua troupe canina, que me deram abrigo e chuveiro quentinho
no momento em que eu mais precisava.
Gratidão eterna, só pra variar. : )


Para casa ficar no jeito, ainda tenho muito chão pela
frente. Tem que refazer os azulejos e parte elétrica do
banheiro, derrubar cozinha e área de serviço antes de
pensar em mexer na sala. Depois deste pequeno teste, só
tomo coragem para começar de novo daqui a 10 anos.
Traumatizei.

20 Março, 2009

O banheiro não ficou pronto nesta sexta-feira-hoje,
conforme o combinado.
O chefe da obra até apareceu no condomínio.
Eu tive que sair antes das 9 horas, deixei chave na portaria
e tudo.
Ao voltar, soube que o outro pedreiro teve pobrema, vazou.
Modos que o choque ao chegar em casa foi tão grande que eu
nem enlouqueci, conforme eu tinha imaginado com requintes.
Apenas continuo sem entender a razão de tamanha
dificuldade: cinco metros quadrados de área a ser
reformada.
Cinco metros quadrados. Em duas semanas.
É assim que funciona?

19 Março, 2009

Decote em V para homens.
Humm. Ainda não sei se eu gosto.
Recomendo cautela, rapazes.

18 Março, 2009

- Ana, que história incrível, essa.
- Acho existe um tipo de amor que nasce assim mesmo, para
não rolar. Não era
para ficarmos juntos, nem aos vinte e poucos, nem nunca,
talvez. Um clássico.
- Não sei, Ana. A vida pode dar outra volta e vocês se
encontram novamente.
- Essa ideia me agrada muito, embora eu não veja isso
acontecendo. Ocorre que,
naquela noite, foi o encontro perfeito num momento
indefinido. Um acerto de
contas deliciosamente necessário e merecido, uma
surpreendente avalanche de
recordações e sentimentos há décadas represados.
Hoje eu entendo que não
está (quiçá nunca esteve)reservada a nós dois a
dádiva do encontro certo na
hora certa. Esquece, essa sorte se destina apenas
àqueles que têm azar no
jogo. Então, acaba que cada um segue o próprio rumo.
De modo que ninguém sai ferido dessa.
- Que coisa.
É. Coisa de filme.
Puta desperdício.

17 Março, 2009


Tenho aproveitado parte do meu tempo livre também para cultivar novas amizades, sabe?

Não é fofo?
Roubei do lá Bistrozinho, do meu querido chef Auki.
Link no menu à sua direita, por favor.

Querem me enlouquecer mas ainda não vai ser desta vez.
O banheiro fica pronto na sexta-feira.
É bom que fique. Bem bom.
Clodovil era um cara divertido. Escroto. Mas divertido.

15 Março, 2009

Até agora, foram 6 dias de obras no banheiro aqui de casa.
Seis dias para quebrar o piso e colocar uma camada grossa de
cimento, que talvez esteja seca até amanhã.
Percebam o ritmo alucinante da equipe: foram seis dias para
quebrar e colocar cimento em CINCO METROS QUADRADOS DE PISO!
Isso da quanto mesmo? Uma média de um dia e meio por metro
quadrado?
Percebam agora o ritmo alucinante do meu stress: em seis
dias de obras, eu perdi dois quilos e quatrocentos gramas e
ganhei uma rinite alérgica de presente.
Achei prudente fazer as pazes com Irmã das Ervas.
Sim, eu tenho misturinha especial.
Vamos ver como (ou se) eu acordo amanhã.
Façam suas apostas.

13 Março, 2009

É. Feliz sexta 13 pra você também.
É. Eu já disse isso, uma vez.
É. Eu sei.

11 Março, 2009

Chocolate Lacta Dark & Soft
50% de cacau com amêndoas.
Nham!

09 Março, 2009

A moça leva um tombaço dentro de casa e a sequela é um
coágulo no lado esquerdo do cérebro.
No hospital, os dotô resolvem operar o cérebro da
moça, só que do lado direito.
Talvez pra ver o que acontece.
Dias depois, a chefia dos dotô vem ao noticiário para
tranquilizar a população, avisando que a equipe dos
dotô está de férias do hospital, enquanto investigam
internamente se houve falha humana.
Mera formalidade porque eles, os dotô de férias lá na
praia, devem ter duas certezas: a primeira, é de que a
falha foi mecânica.
A segunda, é de que realmente nada acontece.

08 Março, 2009

Dezembro, por que não chegas logo?

Já que estou por aqui, não custa lembrar:
Se não sabe brincar, não desce no play;
Não pise nas flores;
Não seja louco de mexer com quem tá quieta.
Thanks!

Dezembro, por que estás tão longe?

Quase rompi cortei relação com Irmã das Ervas.
Veio com nhé-nhé-nhé que eu cheguei muito tarde de
novo, que a barraca tava fechando, blablabla.
Faltou pouco pra eu mandar Irmã das Ervas tomar banho.
Mó cavala.

Amanhã têm início as obras no banheiro aqui de casa.
Que Deus tenha piedade.
E o meu arsênico eu prefiro duplo e sem gelo, por favor.

Só dezembro salva, é o que eu sempre digo.
Boa semana.

04 Março, 2009

Francine despirocou ou é impressão minha?
Despirocada mesmo ficou Milena. Literalmente, não foi?

Fiz caca.
Tomei meu chazinho sagrado antes das 21h. Burrada
imperdoável.
De novo, perdi o paredão. Droga.
Acordei às 00h30, capotei às 2h30, peguei caminho da
roça às 6h10. Bocejos lacrimejantes.
Passei o dia com humor do cão.
O vazamento no banheiro voltou, vai ter que arrebentar tudo,
o meu limite no especial, inclusive.
E é melhor eu parar por aqui, porque como diria a
cachorrona Viviane*, meu sistema tá nervoso.

E pra não dizer que tudo é só desgraça, deu no Blue
Bus, eles voltaram!
www.nominimo.com.br, link à sua direita, delicie-se.
Meu coração quase explode de alegria.
\0/

Ah, sim. O encanador ficou de aparecer e, hunf, me deu o
cano.
Cortem-lhe as cabeças.


*Letícia Spiller, em Senhora do Destino.

03 Março, 2009

O fato é que ainda eu preciso dormir. Muito. Tipo
readquirir o hábito salutar de dormir seis horas
consecutivas por noite.
Apenas seis horas já configuram soninho da beleza, nem
preciso de oito ou dez.
Outro fato é que eu não consigo.

Sábado, 8h30, numa feirinha informal, em alguma localidade
da Zona Sul da cidade. Temperatura local algo em torno de 31
graus Celsius.
Numa barraca de incensos de origem suspeita, panos de prato
pintados com acrilex, bijous de durepoxi e demais
tranqueiras, vi alguns pacotes de chás igualmente
suspeitos.
Um deles chamou minha atenção.
Chá Feminino.
Combate: corrimento, tpm, frigidez, cólica menstrual e
insônia.

- Moça, por favor, de todos este males aqui, o que me
aflige é o da insônia. Você teria algo mais
específico?
- Deixa eu ver.
- Porque assim, ó, eu tenho dormido uma média de 2 a 3
horas por noite. E isso não é de hoje. O que preciso é
de algo que eu tome esta noite e só venha a acordar na
Páscoa, por exemplo. O que você me sugere?
- [gargalhadas]
- Ok, acordando sexta-feira que vem já estaria ótemo.
- [gargalhadas] Você precisa tomar chá de erva de São
João.
- Eu quero! Tem aí?
- Não.
- [beicinho]
- Ou você pode tomar chá de alface.
- Al-fa-ce? Tá zoando?
- Não tô. Compra um pé de alface com raiz e tudo.
Ferva a raiz com o miolo e toma. Chá de alface derruba que
é uma coisa.
- Então se eu misturar chá de erva de São João com
chá de raiz e miolo de alface vai ser praticamente um coma
induzido. Acordo em agosto.
- NUNCA MISTURE OS DOIS!!!!! NUNCA!!!
- Buá.

Domingo, 13h30, em uma feira livre de um bairro tradicional
da Zona Norte da cidade.
Temperatura local: 33 graus Celsius.
- Mãe, onde eu compro erva na feira?
- Vai na banquinha de uma senhora que fica ali, perto das
barracas de peixe.
- Moça (essa foi bondade minha), a senhora tem erva de
São João?
- Tenho não, fia. Cabô, cê veio muito tarde.
- Teria em outra barraca?
- Fia, vai até lá o fim da feira, do outro lado, tem a
barraca de uma moça.
Então eu atravessei a feira sob uma temperatura de 33
graus Celsius, com a sensação térmica de 47.
Perceba que esta busca a começa a configurar um ato de
fé.
- Moça, cê tem erva de São João?
- Tenho não.
- Pfff. Sabe onde eu posso encontrar?
- Vai até lá o fim da feira e.
- Ei, eu vim de lá e a senhorinha da banquinha mandou eu
vir falar com você.
- Como ela era?
- Uma senhorinha bem senhorinha, com um pano amarrado na
cabeça.
- Não. Volta, passa a senhorinha, segue em frente até
achar uma barraca bem grande, a dona é uma negona daquelas
bem fortona.
- Como ela se chama?
- [silêncio]
- [expectativa]
- Irmã das Ervas.
Vai vendo.

Temperatura local: 33 graus Celsius. Sensação térmica:
49.
- Oi. Errr. Vc é a, errrr, irmã das ervas?
- Sim, respondeu a negona de avental azul e sorriso de
marfim.
- Tem erva de São João?
- Ter eu tenho, mas a barraca já fechou. Tá tudo dentro
da kombi.
- [beicinho] Pôxa, eu vim de tão longe. [note meu olhar
de súplica]
- Bai- a-noooô! Ache a erva de São João aqui pra nossa
amiga.
Esse é o tipo de coisa que mantém viva minha fé na
humanidade.
- Ouummm, Santa, você!
- Quem foi que te mandou aqui?
- A moça que vende ervas e temperos lá no fim da feira.
[silêncio]
- Sim, sei quem é.
Medo.
- Mas cê sabe que tá fazendo quase um século que eu
não durmo, né? Então, ontem, uma moça me disse que a
tal erva de São João é o bicho, fiquei louca pra
experimentar. Viu só minhas olheiras?
- Olha, vc tá com sorte. Baiano achou. Quanto você vai
querer? Cinco real, dez real?
- Cinco real pra começar, por favor.
- Pobrema é que hoje tá muito tarde. Volte semana que
vem que eu faço uma misturinha especial pra você.
Opa!

Tomei o primeiro bule de chá de erva de São João no
domingo à noite.
Perdi o paredão do BBB e acordei quase às 5h30.

De segunda pra terça, dormi quase à meia-noite e acordei
às 5h30.

Praticamente um milagre.

Quero ver é quando eu for buscar a tal da minha
misturinha. Zzzzz. : )

27 Fevereiro, 2009

Francine parece uma personagem saída de um episódio do
Chaves
ou é impressão?
Acabou. :/

[Meu riso é tão feliz contigo, meu melhor amigo é o
meu amor]

Claudio se casou com a Sra dos Endividados e deixou a
Santinha prenha e a ver navios.

Maluco da Raquete se jogou de um precipício com carro e
bebê Fred a bordo.

Srta Stela virou mulher do Padre. Teria sido ela a última
a chegar?

[La vie en rose, la vie en rose]

Doris não levou raquetada do Maluco da Raquete mas apanhou
feito um cachorro do próprio pai. Foi lindo.

Diogo levou novo amiguinho Ricardo (gianechini) na festa de
formatura do colégio. Suzaninha (a Vieira), claro, tratou
de garfar o Carninha Tenra.
Suzaninha não tem jeito mesmo.

Dra Laura levou o resultado do teste de DNA para Teo em
plena festa de formatura.

Professora Raquel, a ex do Maluco da Raquete, recebeu
medalha de honra e leu o discurso escrito pelo finado bebê
Fred. E eu chorei pra dedéu.

Bomba! Professora Raquel está grávida de finado e
precoce bebê Fred!
E todo mundo achou fofo.
Corta.

A louca da Heloísa saiu do hospício e foi direto pra
festa de formatura. Parece que deu tempo de lavar o cabelo
antes.

[I waited 'til I saw the sun
I don't know why I didn't come]

Dra Laura entrega o resultado do teste de DNA que comprova:
Teo é mesmo o pai da chatinha da Salete. Vovó Malvada se
ferrou.

E no final da festa de formatura, todo mundo ficou com todo
mundo e todo mundo se beijou.

Fim.

[ La-ra-ri-la-ra-laaaa]

*****
Agora eu pergunto: tem como não amar Manoel Carlos? Tem
como?
Não sei o que serão das minhas tardes, de agora em
diante. :/

26 Fevereiro, 2009

[Mas se a luz dos olhos seus resiste aos olhos meus só pra
me provocar
Meu amor, juro por Deus, me sinto incendiar]

Mulheres Apaixonadas chega aos capítulos finais (buá) e
a minha teoria, toda aquela que eu prometi, ainda nem
comecei a escrever.
Deste final de semana não passa. Acho.

[Escuridão já vi pior endoidecer gente sã.]

Sonhos delicadamente pertubadores invadem as minhas noites
quase insones. Quem dera fossem eles premonitórios.
(suspiros)

[Será que o sol já vem?]

Encontrei meu moleskine curiosamente no último lugar onde
procurei. Duh! Bendita seja a mochila cor-de-rosa, como
não pensei nela antes?
As anotações exclusivas sobre o papel feminino na
evolução da humanidade estão a salvo. Aguardem
emoções fortes.

[I got you under my skin. So deep in my heart...]

Sábado, além da Sessão Negresco de Cinema, teve
maratona Jim Carrey.
The Truman Show =0
O Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças =´]
Yes Man =]

Reparou como Jim Carrey tá ficando um tiozinho tchuco?

[La-ra-ri-la-ra-laaaa]

Se você quer mesmo me fazer feliz, pode me dar a
autobiografia de Eric Clapton. Segundo a locutora da
rádio, esta autobiografia foi escrita pelo próprio.
Ah, tá.
Mas eu quero mesmo. Muito.
É sério.

[La-ra-ri-la-ra-laaaa]

Achei que hoje o Maluco da Raquete iria encher a Doris de
porrada.
Não rolou.
Acho que de amanhã não passa.
Yuupii.


[O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos]

Moço bonito que não gosta de rock me disse, certa noite
linda, que o tal projeto vai me criar muitas inimizades no
universo feminino. Certeza.
Não me importo, eu disse.
Sendo assim, municiou-me de cases preciosíssimos de
meninos quarentões que padecem de uma tal síndrome ainda
não catalogada pela ciência comportamental, concluímos
nós. Prometi dedicatória e anonimato.
Amei.

[My heart is drenched in wine
But you'll be on my mind
Forever]

A cigana leu o meu destino e disse que haverá apenas mais
uma segunda chance. Apenas mais uma.
Em que momento perdemos a primeira? Quando foi a primeira?
Quando surgirá a segunda? Me avisa?

[Something has to make you run
I don't know why I didn't come]


Exclusivo para o Ventilador: não fosse por uma exigência
feminina, o homem
nunca teria descoberto o fogo.

Posso confessar? Tenho inveja roxa dessas mulheres que são
megeras.
Roxa de inveja.

Pronto. Falei.

[I don't know why I didn't come]

25 Fevereiro, 2009

[abre aspas] Sim - muito melhor. Gêmeos idênticos de
25 anos, altos, morenos e lindos, conforme vim a descobrir,
com aqueles gigantescos olhos castanhos de pupilas
líquidas que os italianos tem e que simplesmente me tiram
o chão.
Depois de conhecer os rapazes pessoalmente, comecei a me
perguntar se por acaso eu deveria ajustar um pouquinho minha
regra quanto a permanecer solteira, exceto pelo fato de ter
dois lindos irmãos italianos de 25 anos como amantes. Isso
me lembra um pouco um amigo meu que é vegetariano, mas
come bacon, e no entanto...
Eu já estava escrevendo a minha carta para o fórum de
alguma revista masculina: Em meio à penumbra bruxuleante
iluminada pelas velas do café romano, era impossível
dizer de quem eram as mãos que acariciavam.

Mas não.
Não, não, não. [fecha aspas]
[Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert]

21 Fevereiro, 2009

Sessão Ice Cream Negresco de Cinema:

Bee Movie, again. Chorei no fim, again.

Madagascar. Eu sei, é antigo. Mas eu não tinha visto
até hoje. A-mei.
Comportei-me feito uma retardada durante o filmen todo e
não chorei no fim. Milagre.

20 Fevereiro, 2009

(abre aspas) Quinta-feira, 11 de dezembro de 1947

... Se duas cartas podem fazer isso - ressuscitá-lo em
carne e osso para mim -, o que acontecerá quando eu o
tocar de verdade? Tenho um cofre de segurança máxima
onde guardo as palavras, os olhares, os sorrisos, os beijos
que me tocaram o coração, mas não o abro com muita
frequência para não desperdiçá-los. Hoje, no
entanto, abri e toquei com emoção todos os meus
tesouros. Era doce senti-lo tão próximo durante todo o
dia, meu amor. (fecha aspas)
[Cartas a Nelson Algren - Um Amor Transatlântico
1947-1964, Simone de Beauvoir]

19 Fevereiro, 2009

Perdi meu moleskine. O de capa negra.
Vasculhei tudo quanto foi bolsa. E olha que são muitas. E
nada.
Nele havia/HÁ notas preciosas (algumas sigilosas),
confissões ébrias, rabiscos ininteligíveis e, entre as
folhas, repousam meigas lembranças e
pétalas vermelhas.
Numa das anotações mais recentes, constam idéias
taquigrafadas sobre o papel feminino na história da
evolução humana. Tese discorrida à luz de uma
abordagem psicossocial masculina. Futuramente isso vai valer
uma grana.
Eu planejei transcrever tudo nesta noite e jogar no
Ventilador. Mas cadê?
Se você achar um moleskine de capa negra por aí, abra-o
com cuidado para que não caiam as minhas lembranças
soltas nem as pétalas vermelhas.
Se quiser ler, leia. Mas não espalhe.
Observe que na primeira página há uma data. Meu nome.
Telefone.
As a reward: a kiss.
Ligue.

18 Fevereiro, 2009

BBB9.
Eliminaram mesmo o Emanuel, hein?
Brasileiro não gosta mais de ver o circo pegar fogo? : )

17 Fevereiro, 2009

Choice´s People Awards.
Two and a Half Men foi a melhor série cômica. Todo
elenco subiu ao palco.
Conchata Ferrell, a Berta, tava um arraso.
Angus T. Jones, de smoking e muito feliz, agradeceu ao
público pela escolha. Disse, com voz instável de menino
aos 15, que agora consegue entender as piadas das primeiras
temporadas. Coisa mais tchuca, o Jake. :)

Melhor ator de série dramática, precisa dizer?
Melhor série dramática, você é capaz de adivinhar?
[suspiros]

13 Fevereiro, 2009

Sou totalmente contra a entrada do casal que habita o
aquário no jardim. Absurdo.
Pequenino Bonifácio, mô bem, por que tanta revolta nesse
seu coração?
A saída do Tom te deixou abalado, foi?
Problema é que não pode mudar a regra quando o jogo já
começou, misifio.
Papai te ensinou isso quando você era menorzinho.
Esqueceu?
Hoje faz exatamente dois meses do acidente.
E a novela ainda não chegou ao fim.
Teve uma noite que os quadrúpedes da oficina iriam
entregar o carro e não o fizeram porque descobriram, às
20h de um sábado, que haviam montado a porta sem instalar
o motor de acionamento do vidro. Incrédula, desmarquei meu
compromisso, fui a pé ao supermercado comprar um pote de
sorvete porque ia passar Bee Movie no Telecine e todo mundo
sabe que Jerry Seinfeld combina perfeitamente com sorvete de
chocolate e creme.
No meio da rua, tive uma crise de choro. De ódio e de
exaustão. Passei vergonha. Não lembro de ter chorado
tanto de ódio, tipo de soluçar mesmo. Quer dizer, lembro
sim. Xápralá.
Duas semanas depois, posso considerar que 98% de todos os
problemas foram resolvidos, falta ainda o revestimento
interno da porta, que já foi encomendado na fábrica. O
animal que fez aquilo não está capacitado nem para abrir
uma lata de ervilha. Eu não me conformo com o serviço
porco e com a sucessão de burradas que fizeram. E, por
mais incrível que isso possa parecer, o serviço de
funilaria que, em tese, seria o mais delicado, ficou
perfeito. O carro tá lindo. Zero bala. Acredita?
Não vejo a hora disso tudo acabar. Porque, em função
da burocracia do seguro, incompetência da oficina e
blablabla, não teve um dia sequer que eu não fosse
obrigada a me lembrar que a merda daquele acidente aconteceu
comigo.
Aliás, não vejo a hora de 2009 acabar. Não vejo a
hora.

Cheguei a um ponto em que a frase: [abre aspas]deixa que eu
resolvo isso pra você [fecha aspas] soa como música
suave aos meus ouvidos.
Alguém?

Pequenino Bonifácio surtou ou foi impressão minha?

12 Fevereiro, 2009

Eu não sei aonde este mundo vai parar.
O sinal da NET surtou geral. Estou sem multishow, sem warner
e NENHUM telecine. Ou seja: fodeu.
Então eu liguei lá. De madrugada, evidentemente.
E pediram pra eu fazer uma série de coisas, tipo arrancar
aquele cartãozinho que fica acoplado no aparelhinho cor de
prata, que eles mesmo dizem pra não arrancar nem em caso
de incêndio. Enfim.
Prometeram uma visita, praticamente uma inspeção aqui em
casa.
No fim desta madrugada, liguei lá. Não vivo sem warner.
Nem sem meus telecines.
- Oi, assim ó,[blablabla e contei tudo de novo].
- É. Tira o cartão.
- Tirei.
- Nada?
- Nada.
- Desliga a TV e liga de novo.
- Tá.
Desliguei e liguei.
- Nada.
- Nada.
- Então é melhor a senhora aguardar o técnico que
está agendado pra amanhã.
- Tá, mas me explica uma coisa: porque justamente os meus
canais prediletos?
- A senhora já ouviu falar na Lei de Murphi?
- [silêncio incrédulo, o meu. Eu pago pra ouvir isso!]
Sim, eu sei, Murphi não só existe como alimenta uma
certa paixão platônica por mim. Eu percebo.
- [gargalhadas]
- Mas me diga, por que o sinal voltou de madrugada e agora
sumiu de novo?
- Isso o técnico vai dizer.
- É mesmo absolutamente necessário?
- Sim, e eu preciso avisar que caso a visita seja
improdutiva, ela será cobrada.
- Como assim?
- Se não houver nenhuma pessoa de maior (sic) em casa, a
visita será cobrada.
- Visita improdutiva foi bom, hein? Não é mais fácil
dizer: Dona Ana, fica em casa entre 10 e 12 horas? Mas agora
me conta: como vou ser ressarcida por este período sem
sinal?
- Isso eu não sei dizer pra senhora.
Logo imaginei.

09 Fevereiro, 2009

BBB9
Eu sou pela permanência do Ton na casa.
Tenho precisado rir de alguma coisa na vida.

08 Fevereiro, 2009

Por falta de tempo ou de saco, who cares?, não falei nada
sobre o BBB9.
Mas olha que a hipótese de Ana e Newton no white room me
agrada muito, patologicamente pensando.
Eu quero. Tem chance?

05 Fevereiro, 2009

Relatório do Descaso: O Jogo dos Sete Erros - Parte II.
Hoje, meio da tarde, meu celular tocou. Era o filho do dono
da fuleragem.
- Ana, a respeito do farol do seu carro, o problema é que
existem dois modelos originais e a gente instalou um
original, só que não era original do modelo do seu
carro, entendeu?
- [inspira, expira, inspira] Isso fui eu que notei na
TERÇA-FEIRA, tá lembrado?
- Mas eu já encomendei o certo e eles vão entregar
direitinho amanhã.
- Amanhã?
- É, amanhã, então até sábado ao meio dia a gente
leva o carro pra você.
- Opa! Sábado? Pára.
- Meu pai falou pra você.
- [inspira, expira,inspira] Não. Seu pai forçou esse
prazo. O combinado foi pra amanhã. Mas você não falou
ainda do revestimento interno da porta. Como vocês vão
fazer?
- Tem que encomendar na fábrica. Dez dias úteis para
entregarem.
- [inspira, expira, inspira] Ok, você entrega o meu carro
AMANHÃ, e quando o revestimento ficar pronto, você
instala e ENCERRA este assunto. Agora, não se ofenda por
eu me intrometer no seu serviço. Mas avisa uscara aí da
tua oficina pra consertarem o comando do retrovisor esquerdo
ANTES de instalarem o revestimento novo na porta, tá?
Lembra?
- Ih, é, eu tinha esquecido do comando do retrovisor.
- [expira] Isso não me surpreende, nada mais me
surpreende.
- Olha, Ana, a gente aprendeu muito com tudo isso, viu? Seu
carro foi uma lição pra gente aqui.
- [longo silêncio incrédulo]
- Porque a gente viu que tem que corrigir uma série de
coisas. Imagina se chegam aqui na minha fuleragem 3 carros
assim como o seu. Como é que vai ser pra gente trabalhar
tudo ao mesmo tempo?
- Muito simples, amigo, não tem mistério algum. Três
carros como o meu aí e, em apenas três meses, vocês
não terão mais carro algum para consertar. Nunca mais.
Você vai fechar as portas dessa tua fuleragem porque,
não sei se você acredita, o boca a boca existe e
funciona que é uma beleza nesses casos. A notícia corre.
Facinho.
- Olha, Ana, a gente aqui tá torcendo muito pra te
entregar o carro amanhã, viu?
- Qué isso, deixa que eu torço. Eu torço daqui, e
vocês TRABALHAM daí. Pode ser?
[hiperventila no saquinho, hiperventila no saquinho,
hiperventila no saquinho]


Ai, uma sonoterapia numa hora dessa e eu só acordo quando
tudo isso acabar.
Deixa, vai?

Sobre os descasos.
Silvinha, se você achou absurda a Parte I é porque ainda
não leu a Parte II.
No final da tarde, fiquei pensando que o nome mais adequado
para esta série especial de posts seria: Relatório do
Descaso: O Jogo dos Sete Erros.
Na terça-feira, eu enviei ao W., chefe do depto de
Sinistros da minha corretora, um relatório onde constavam
SETE itens a serem novamente reparados por apresentarem
defeitos graves. Este assunto vai mais longe do que eu tinha
imaginado e do que minha paciência é capaz de aguentar.
Hoje eu voltei ao Dr M. para levar o resultado de alguns
exames.
Visitar Dr M. é praticamente um passeio.
A começar pela sala de espera. Uma clínica que abriga um
gineco, por tabela (sem trocadilho) abriga um obstetra. E
qualquer clínica que abrigue um obstetra e que tenha uma
mínima visão de mercado, abriga também um pediatra.
É a decorrência natural das coisas.
Talvez por esta razão aquela sala de espera seja tão
divertida. Hoje, por exemplo, uma garotinha de, eu presumo,
1 ano e 2 horas de idade puxou assunto sério comigo. Até
onde eu pude entender, a polêmica toda envolvia a boneca
de pano que permanecia inerte no sofá. A linda garotinha
me ofereceu a água da sua mamadeira (quase aceitei) e um
toco de grissini todo babado, que recusei educadamente.
Ninguém acredita, mas eu tenho um certo jeito com
crianças. Ela me deu um beijo lambuzado no rosto, saiu
correndo, tropeçou no degrau da escada, caiu, bateu o
queixo no sofá e nem chorou. O tempo voa naquela sala.
Mas o que eu queria contar é que Dr M. está entre as dez
pessoas mais sensacionais que conheci, a partir do dia que
voltei a morar em São Paulo, em 2006.* No final de 2008 eu
elaborei o ranking.
- Você está diferente. O que você fez?
- Cortei muito o cabelo.
- Então foi isso. Ficou uma molecona, hein?
- Era essa a idéia.
- Então deu certo. Está ótima.
- :)
- O relatório do seu exame diz que você tem um útero.
Um só.
- Isso é grave, Dr?
- Não costuma ser grave.
Toca o telefone e ele atende. Desliga e volta.
- E sobre o que falávamos?
- Err..
- Ah, sim, o seu único útero.
- E como vai meu único útero?
- Muito bem. Não há com que se preocupar, tudo normal. E
o namorado?
- Não há nenhum para eu me preocupar.
- Marido?
- Não.
- Não entendo.
- Eu também não.
- Mas o que importa é que você está ótima e esse
cabelo ficou lindo.
- É. Acho que agora vai.
- [gargalhadas]

São coisas assim que fazem a vida valer a pena, fala
sério.

* no arquivo de julho/2006 tem um post sobre minha primeira
consulta ao Dr M., à época conhecido como dr
Superbacana.

04 Fevereiro, 2009

Relatório do Descaso - Parte I
E de volta à minha dura realidade, o quadrúpede da
oficina acabou de sair daqui levando o carro para novos e,
oremos, definitivos acertos.
Mostrei a ele os faróis dianteiros.
A besta observou: - Um tá mais alto que o outro.
- Errada a resposta. Olha bem, repare. Neste aqui, o
original, a lâmpada do farol baixo está localizada logo
abaixo da lâmpada do farol alto. No que vocês
instalaram, a lâmpada do farol baixo está localizada à
esquerda da lâmpada do farol alto. Consegue perceber isso?
- Nossa! Como a sra viu isso?
Esse, só abatendo a tiros, eu consigo perceber isso.

02 Fevereiro, 2009

Você me ama ou você me odeia? Seja o que for, temos um
problema.
[Gregory House]
Salve Iemanjá!

01 Fevereiro, 2009

(abre aspas) Quando eu era pequena, minha família criava
galinhas. Sempre tínhamos em casa mais ou menos uma
dúzia dessas aves e, sempre que uma delas morria - levada
por um gavião, por uma raposa ou por alguma misteriosa
doença que dá em galinhas -, meu pai substituía a
galinha perdida. Ele ia até uma granja próxima e voltava
com uma nova galinha dentro de um saco. O problema é que
você precisa tomar muito cuidado ao introduzir uma nova
galinha no galinheiro. Não pode simplesmente jogá-la
lá dentro com as galinhas mais velhas, ou estas a verão
como uma invasora. O que você precisa fazer, isso sim, é
colocar a nova galinha dentro do galinheiro no meio da
noite, enquanto as outras estiverem dormindo. Ponha-a em um
poleiro ao lado das outras e saia de fininho. Pela manhã,
quando as galinhas acordam, elas não reparam na
recém-chegada e pensam apenas: Ela já devia estar aqui,
já que não a vi chegar.
O melhor é que, ao acordar com as novas companheiras, a
própria recém-chegada sequer se lembra de que é uma
recém-chegada e pensa apenas: Eu já devia estar aqui
antes.
É exatamente assim que eu chego à Índia. (fecha aspas)
[Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert]

24 Janeiro, 2009

Eu gosto desta criatura.
Quando assisti a este vídeo pela primeira vez, fiquei de
cara.
Ao rever, o fiz em três etapas.
Em todas elas, meus olhos marejaram.
http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3827595897016378253&hl

23 Janeiro, 2009

E o meu carro continua na oficina e esta brincadeira, na
boa, começa a perder completamente a graça. Até agora
eu tava levando na esportiva, blablabla.
Com a parte da funilaria pronta, os manés se tocaram que
deu pobrema sério na suspensão: amortecedor, bandeja e
mais num negócio que não faço a mínima idéia. Ou
seja, os despreparados estão com o meu carro há bem mais
de um mês e não se ligaram que um veículo capotado, no
estado deplorável em que chegou por lá, poderia ter
sofrido alguma avaria mecânica.
O prazo foi novamente estilingado para terça-feira, 27.
Cheguei numa fase da minha vida que não acredito mais no
que eu ouço ou no que leio. Só acredito no que eu vejo e
no que posso tocar, ou esganar, com as minhas próprias
mãos.
Cansei.
Sergio, surpresa boa ler você por aqui.
Minha descoberta dos encantos do chá de palha torrada data
da época quando eu fiquei grávida. Diariamente eu
consumia em quantidade considerável, hábito que ficou
adormecido por vários anos e ressurgiu das cinzas quando
comecei a abandonar o cigarro. (cof)
Eu nunca consegui gostar de chá verde. Sempre adorei o
paladar da infusão feita com as folhas do chá verde
tostadas, embora sejam oficialmente consideradas de
qualidade tosca. Nunca imaginei.
Costumo tomar o ban-chá Yamamotoyama Since 1690 (a marca,
não eu : ).
De qualquer modo, você me deu uma ótima idéia. É bem
provável que eu torne útil qualquer tarde ociosa e
ensolarada fazendo uma incursão pelas ruas da Liberdade,
em busca no meu novo chá perfeito, ou da minha nova palha
torrada perfeita. Meu estoque oficial está praticamente no
fim.
Soube que no Mercadão vendem chá branco a granel, a 90
conto o quilo. Cá entre nós, eu acho um roubo.
Por enquanto, aquela loja bacana de chás do Iguatemi
permanece fora do meu circuito. Por enquanto.
Valeu a dica. : )

17 Janeiro, 2009

Eu queria comentar os últimos acontecimentos da minha
semana, o dia divertido e produtivo que passei hoje com a
Rê, os búzios, agradecer à Monique pela sua dica
preciosa, comprei uma quantidade eqüina do chá +
bolotinhas anti-stress, as minhas prediletas, da Weleda
(thanks, Monique, tô calminha que só vendo! :), queria
contar como foi meu encontro com a Mi, na quinta-feira,
fechando um ciclo de 29 anos (!) de muitas saudades.
Mas agora vou ver Crash - No Limite, no Telecine Action.
Amo este filme, odiei profundamente na primeira que eu
assisti, amo a trilha e talvez tudo o que eu precise hoje
é chorar um pouco. Só um pouco.
Vou lá, que o filme tá começando agorinha.
Já volto.

12 Janeiro, 2009

Jorge,
Você e os seus comentários sempre tão gentis.
Paúba é mesmo o máximo, não?
Dez dias por lá e eu sempre volto outra. Tô precisando
muito, inclusive. : )

A noite de quarta/madrugada de quinta-feira foi um pesadelo
sem fim.
Consegui cometer uma grande burrada. Quando eu digo grande,
quero dizer enorme. Tipo gigante mesmo.
Burrada aquela que, não tenho dúvida, já garantiu
lugar no meu TOP 5 particular das Burradas Masters de Todos
os Tempos (breve em DVD).
Dizem que é sintoma do tal do stress pós-traumático,
eu sei, daqui a algumas semanas tudo vai ficar bem. O pior
do trauma já foi, eu tô me cuidando, blabla.
Passei a noite quase insone pensando na tal burrada. Após
duas horas minguadas de sono, eu acordei exausta, tensa e
ainda um tanto confusa com uma indagação a martelar
(au!) minha cabeça: Qual seria a função daquele ato
falho tão estúpido? Tem que haver alguma função ou
razão, não é possível. Já sei: foi encosto, só
pode.

(abre aspas) No silêncio da madrugada, meu constrangimento
me sussurrava a hipótese de vazar do país, viver uma
vida mais espiritualizada em busca do meu Eu Superior, tipo
na Indonésia. Mas vamos combinar que não seria
exatamente a auto-punição merecida. (fecha aspas)
[pequeno trecho publicável do Diário Impublicável de
Ana Almgren - 08/01/09]

Final de tarde de sexta-feira, troquei a fronha borrada de
rímel, coloquei as roupas de cama na máquina e joguei os
meus encantos na cozinha.
Cortei uma banana prata em 4 fatias longitudinais e as
coloquei na grelha pré-aquecida. Nada de manteiga, nada de
canela nem de açúcar.
Enquanto elas amoleciam e formavam uma delicada crosta
dourada, raspei dois, apenas dois quadradinhos de
Hershey´s meio amargo em lascas irregulares. Metade,
joguei no fundo de uma tigela para que derretessem sob o
calor das fatias fumegantes. O restante das raspas, joguei
por cima da banana quase cremosa e aguardei pacientemente um
minuto até que as leis da física completassem com
maestria o meu trabalho.
Desliguei a tv, sentei-me no chão da sala e degustei
aquele mimo singelo, sentindo a mistura dos sabores e os
pedacinhos de chocolate quase amolecidos acabarem de
derreter na minha boca, enquanto eu ia quase ao delírio.
Era o fim da minha auto-punição.
Parei de brigar comigo e dormi feito um anjo.
O que está feito, está feito.

- E o que você imagina que vai acontecer?
- No mundo ideal, eu vejo ele caindo na realidade e, logo
sem seguida, nos meus braços.
- Ahahahahaha!
Why not? Why not?


Mantra do Dia:
Não tome ban-chá depois das 17h.
Não tome ban-chá depois das 17h.
Não tome ban-chá depois das 17h.


Me disseram, sexta passada: ban-chá tem muita cafeína.
Ora, que coisa.
Então eu tenho feito assim: tomo ban-chá durante o dia e
a partir das 18h, tomo um mix de capim cidreira, erva doce,
camomila e hortelã + trocentas e quinze bolotinhas de
homeopatia.
Com isso, tenho conseguido dormir umas 5 horinhas.
Praticamente um milagre.

Procurei o chá calmante da Welleda, aquele que derruba
elefante em dia de fúria, e parece que tiraram do mercado.
Isso não se faz. É falta de consideração com um
próximo necessitado.
Alguém sabe se é verdade ou onde eu ainda consigo
encontrar em Sampa?
Hein?
Minhas olheiras abissais agradecem. =´)

10 Janeiro, 2009

Ganhei da Rê, hoje à tarde, Queime Depois de Ler:
- Depois de assistir, você me empresta?
- Sem chance.
- Por quê?
- Eu vou queimar depois de ver. Huahuahuahuahuahuah!

09 Janeiro, 2009

Daí que a locutora na TV, no final da chamada de um
programa "mulherzinha", indaga: - Seria um beijo na testa o
fim de um relacionamento?
Ao que eu respondo de bate-pronto: - Beijo na testa não
é o de fim de um relacionamento. Beijo na testa é o fim
do mundo, minha senhora.
O fim do mundo.

07 Janeiro, 2009

Desde o final de dezembro, eu tenho sido submetida a um grau
desumano de stress.
Teve o acidente e, com ele, aflorou a minha incapacidade
pueril de lidar com qualquer situação burocrática.
Cada vez que o telefone toca e o identificador mostra que
é W., o cara bacana do seguro, entro em pré-pânico.
Hoje, eu estava no metrô, tocou o telefone. A mim soou
como a sétima trombeta do apocalipse.
E era W., aquele anjo de criatura, apenas para avisar que as
solicitações de conserto dos carros estavam todas
aprovadas pela seguradora. Eu sofro.
Enquanto rolava tudo isso, essa eu não contei pra vocês,
teve o vazamento do meu banheiro para o apartamento de
baixo. Stress.
Chamei o encanador indicado pelo condomínio. O bruto veio,
fez um serviço porco e uma lambança no banheiro.
Despesas e ódio mortal.
No mesmo dia de chuva torrencial, voltou um vazamento no
teto do meu banheiro, problema que já havia sido
solucionado em agosto/setembro.
Ou seja, vizinho de cima veio em casa com outros dois
brutamontes para localizar o foco do problema, que estava,
buh, na unidade de cima.
Pensa no inferno na Terra. Oi.
Ontem, tocou o interfone. A mim, toque de interfone logo
cedo sempre soou como a sexta trombeta do apocalipse. Chega
a dar calafrios.
Bingo! Era o porteiro informando que o vazamento no banheiro
da vizinha de baixo continua e que eu deveria autorizar nova
inspeção na minha unidade para localizar a origem do
problema.
Até o início da tarde, ninguém apareceu e quem tinha
que vazar era eu.
Deixei a chave.
No metrô, terminei de ler a primeira história do
encantador Comer, Rezar, Amar e quase tive uma crise de
choro.
Participei de uma reunião de briefing, fiz pesquisa de
campo na Casa Santa Luzia e voltei pra minha, quase no
início da noite.
O porteiro fuxicou que o encanador disse estar tudo certo no
meu banheiro mas é preciso quebrar o banheiro do ap. de
baixo, obra que evidentemente será financiada por mim .
Despesa, stress, ódio mortal e ranger de dentes.
E hoje é dia 7 e minha pergunta que não quer calar é:
falta muito pra dezembro?
(abre aspas) De todo modo, àquela altura, em meados de
novembro, o tímido e estudioso Giovanni e eu já
havíamos nos tornado grandes amigos. Quanto a Dario - o
mais extrovertido e festivo dos dois irmãos -, eu o
apresentei à minha encantadora amiguinha sueca, Sofie, e o
modo como eles têm compartilhado as suas noites em Roma
é outro tipo completamente diferente de intercâmbio.
Mas Giovanni e eu só fazemos conversar. Bom, comer e
conversar. Já faz várias agradáveis semanas que temos
comido e conversado, dividindo pizza e gentis correções
gramaticais, e a noite de hoje não foi uma exceção.
Uma noite maravilhosa, regada a novos idiomas e mozzarella
fresca. (fecha aspas)
[Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Glibert - Ed. Objetiva]

06 Janeiro, 2009

[Ai, que bom, disse a meu Deus, que frio que me dá o
encontro desse olhar.*]

A vantagem de ficar em casa em pleno dia útil é que tem
Vale a Pena Ver de Novo: Mulheres Apaixonadas - Manoel
Carlos - 2003.
Quase duas horas de duração. Sabe o que é isso? : )
A-mo-de-pa-i-xão.

[I got you under my skin.*]

E a novela do meu carro entra em seus dez últimos
capítulos.
O cara da corretora de seguros já tá virando meu chapa.
Ele sempre elogia minha calma e meu senso de humor, eu fico
até sem graça.
Hoje, tocou o telefone.
- Dona Ana, é W., da corretora Tal. Tudo bem com a sra.?
- Depende. As notícias são boas? Porque se forem ruins,
finge que é engano e desliga. Eu não conto nada pra
ninguém, na boa.
W. é um cara muito bacana, dois dias após o acidente,
quando eu ainda estava mega-confusa, tomou umas
providências burocráticas que sozinha eu não estava
conseguindo. Foi praticamente meu anjo.
Ele me disse que o carro vai ficar pronto no dia 16.
Sinceramente? Eu duvido, embora W. seja um anjo mesmo muito
bacana.

[Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, eu sei.*]

Eu estava tentando ver O Monge e a Sereia, no Telecine.
Adormeci no tapete da sala. Não, queridos, eu ainda não
virei um labrador.
Acordei com o telefone tocando.

[ I got you under my skin.*]

Nas horas em que eu mais preciso, não sei exatamente o que
dizer e eu pareço uma idiota.
Tenho que trabalhar agora, pesquisar e planejar pesquisa de
campo para amanhã.
Mas pensa numa mulher feliz. Feliz.
Oi. : )

[Será que o sol já vem?*]


* Trilha sonora da novela.

Maratona NET, no final de semana.
Praticamente não saí de casa, do início da tarde de
sexta até o início da tarde de segunda-feira. Tempinho
do cão, sem carro e sem grana, melhor cozinhar sem fogão
e ver o que a sorte me reservou na TV. Isso não é
exatamente um sacrifício, acredite.
Tive boas surpresas. O que me mata é o Efeito Zapping,
tento me controlar.
Segue listinha de filmes:
- Antes Só do que Mal Casado. Vale pelo Ben Stiller. O
filme é tolinho, porém engraçadinho. Bobaginha pra
assistir tomando sorvete. Se bobear, na testa. No Telecine
- Feitiço do Tempo. Um clássico que eu amo. Feliz Dia da
Marmota pra você também. No Sony
- As Duas Faces de um Crime. Trama primária, com Richard
Gere em fase pré-senil. E, olha, eu juro que não entendi
o final. No Telecine.
- A Sete Chaves. Baita roubada. Vai passar um pano na
cozinha, bater um bolo que cê ganha mais, trust me. No
Telecine.
- Ecos do Além. Dormi gostosinho no tapete, cheguei a
sonhar. No Telecine.
- Quero Ficar com Polly. Tá bom, eu confesso: assisto toda
vez que passa. Acho bobo mas fofo. No Fox.
- Armadilhas do Destino. Com Nastassja Kinski e William
Baldwin. Abacaxi com argumento manjadíssimo. No entanto,
a dica é: nem comece a ver, caso você tenha que sair.
Porque, começou, não pára mais. Vai por mim. No
Telecine.
- Do que as Mulheres Gostam. Mel Gibson e Helen Hunt. Eles
não formaram uma boa dupla? No Telecine.
- O Casamento de Lousie. É tão idiota, mas tão idiota
que chega ser bacana. No GNT.
- O Amor não Tira Férias. Enredo inverossímel. Mas tem
Jude Law, prestenção. Eu disse Jude Law! No Telecine.
- Casamento Grego. Sempre passo a acreditar no amor quando
assisto. No Fox.
- Os Sonhadores - De Bernado Bertolucci. Um filme um tanto
clichê, um tanto perturbador. Não é meu Bertolucci
predileto, mas valeu a madrugada acordada. No Telecine.
- Tootsie. Tarde chuvosa de domingo, eu revi pela 867a vez.
Amo a trilha, acima de tudo. No Universal.
- O Mentiroso. Jim Carrey, o novo Jerry Lewis; Eu me acabo
com cenas tão cretinas, que me dá vontade de desligar a
TV. Amo muito. No Universal.

Por último:
A Vida Secreta das Palavras. Passou na noite de sábado e
eu, vítima do Efeito Zapping, vi que já estava quase na
metade e zap.
Durante novo Efeito Zapping, tava passando a reprise do
filme, numa parte esclarecedora da parada.
Puta merda, viu?
Tenho que ver desde o começo e prometo jogar o controle
remoto pela janela, pra não ter perigo.
Olhei no guia da NET, não vai reprisar este mês. Reza
pra passar de novo em fevereiro. No Telecine.

Grande ironia:
Após quase 72 horas de maratona de filmes, seriados e
afins, o melhor do melhor foi um filme que eu não assisti
inteiro.
Vai entender.
Ok, eu entendo.

Adoro cozinhar.
Ando meio revoltada com a alta absurda dos preços e a
péssima qualidade dos pães.
Voltei a preparar waffles em casa.
Prático, rápido, econômico, posso variar as receitas
como eu quero.

Ontem, acordei com vontade comer pãozinho. Pãozinho
mesmo.
Achei receita tradicional de pãozinho de minuto, que eu
tinha desde menina.
Final de tarde, preparei minha receita reduzida e adaptada
para a versão com farinha integral imaginada por euzinha.
Tenham fé, tudo vai acabar bem.
Fiz tudo certinho, conforme eu disse, com receita reduzida e
a novidade da farinha integral. Detalhes bobos.
Notei que a textura da massa não possibilitava a moldagem
manual dos pãezinhos, conforme eu me lembrava e que eu
tanto adorava na infância. Aquela coisa lúdica, sabe?
Brincar de massinha. :p
Usei duas colheres. Deu certo. Os pãezinhos foram se
esparramando pela forma, assim, espontaneamente, enquanto eu
batia a gema para pincelar. A gema que iria dourá-los ao
forno.
Achei melhor respeitar a lei da gravidade e deixei a
natureza terminar o que seria meu trabalho de esquecer a
idéia da farinha integral. Era tarde demais.
Vamos aos fatos: em questão de minutos, meus pãezinhos
integrais de minuto se esparramaram e se transformaram em
cookies integrais de minuto. Nada contra.
Criei uma nova modalidade. Why not?
Levei-os ao forno pré-aquecido.
E a coisa demorou pra assar, viu?
Coisa de hora e meia.
Mas os cookies aparentemente se achataram tanto, formaram
uma massa de pão integral da melhor qualidade.
Vou vender este know-how.
Ficou uma delícia!
Estou orgulhosa de mim.
: )

31 Dezembro, 2008

Já é 2009 na Austrália!
:)
Prosperidade e Saúde, eu desejo a vocês!

30 Dezembro, 2008

2008 foi ano bissexto, e ele chegou a mim com todos os seus
significados.
Foi um ano 3 em 1: alegrias, nunca fui tanto à praia,
nunca fui tanto ao cinema. Nunca fui tão elogiada, nunca
eu me senti tão linda.
Perdi dois empregos, quase um carro e quase a vida.
Hoje tenho um apartamento pra cuidar, roupas a doar e um
vaso de flores a manter.
Quero um 2009 apenas linear.
Eu sempre adorei emoçôes fortes, vocês sabem.
Hoje, desejo apenas sossego, prosperidade e amor.
Apenas tudo de bom.
Não deve ser pedir demais.

Segue, então, minha retrospectiva, porque eu adoro pensar
nisso.
Só com o melhor de 2008, porque o pior eu faço questão
de esquecer.
.........
O tema do ano: Reencontros. [lindos, improváveis,
adoráveis e inesquecíveis.] Quero lembrar pra sempre.
Todos.

Música do ano: Up Where We Belong - by Joe Cocker
[que continua sendo a voz mais sexy do planeta.]

Hobbie do ano: Voltei a cozinhar, mesmo sem ter me dado ao
trabalho de comprar um fogão ou um microondas. :]

Filme do ano: PS: I Love You. [a história que me desabou.
Coisa mais linda.]

Restaurante mais querido: Cacilda.[rua Tito, quase ao lado
do Teatro - Vila Romana]. Não me lembro de ter conhecido
um lugar com charme maior.

Bandejão mais fofo e honesto do mundo: Sesc Fábrica
Pompéia. [Rua Clélia, quase X Av. Pompéia - R$ 6,50]

Refúgio rotineiro: As sobremesas reconfortantes do
Mercattore e o modo encantador como sempre me atenderam por
lá. [Vespasiano X Tito - Vila Romana].

Refúgio necessário: Praia, Paúba, ever.

Refúgio pragmático: Market Place, ever. Eu amo muito.

Grande descoberta: O Aprendiz, um restaurante surpreendente
- Vila Madalena. [suspiros :]

Correio Elegante: Bilhete manuscrito e perfumado. Obtive
resposta. :]

Vinho: Encuentro - Malbec 2007 [Mendoza].

Perfume da sorte: Paco Rabanne [o nome? Eu não digo,
nunquinha :]

Vício da vez: Negresco, versão biscoito, versão
sorvete. I love it ;]

Prato da vez: Guacamole de fabricação caseira,
preparado por mim, com nachos by Elma Chips.

Surpresa da vez: miniaturas de quindim.

Ousadia improvável: cabelos curtos como nunca d´antes;
mechas louras, muito louras, como as da infância. Amei-me.

Limite é bom e eu gosto: Não pise nas [minhas] flores,
eu sempre disse.

Prova de fogo: Permanecer firme, não-fumante e com o
coração em chamas.

Exemplo de superação: Descobrir que a Lapa/Vila Romana
tem seus muitos encantos.

Futuro hobie: Jardinagem.
Ganhei da Rê um vaso meigo de crisântemos
cor-de-rosa-quase-choque. Coisa mais linda. É uma
espécie de laboratório. Se as flores sobreviverem a mim
(uhahahhahaha), por um mês, estarei capacitada a cultivar
a floreira gigante da minha janela, na sala de estar.
Tornei-me uma criatura mais sensível, após o acidente,
eu notei. : )

Figuraça do ano: Rosângela, a minha designer de
sobrancelha - Rua Clélia, 1.485. Recomendo fortemente. Vai
lá. Se quiser o telefone, me escreva.

O diálogo do ano:
- A mina quer um filho meu.
- Liga pro seu advogado e manda redigir contrato. Melhor
coisa.
- Mas a mina é louca.
- Então abrevia seu sofrimento e diz que você teve
caxumba aos 30. Sabe, né?
- Boa!
(por vezes, meu pragmatismo me espanta. : )

Frase recorrente:
Eu acredito em combustão espontânea.

Sintonia perfeita, naquelas nossas horas vagas:
- Bohemia ou Bohemia?
- Bohemia. : )

O encontro do ano: um olhar profundo e um abraço apertado,
sem entendermos ao certo qual era a função da nossa
enorme saudade.

Dias mais felizes do ano: 21/07; 27/09; 12/10; 08/12.

18/12. É.
Eu vou morrer de saudades.

A pergunta do ano: Eu feri alguém?

Up Where We Belong
Joe Cocker & Jennifer Warnes
Who knows what tomorrow brings
In a world, few hearts survive
All I know is the way I feel
When it's real, I keep it alive
The road is long,
there are mountains in our way
But we climb a step every day

CHORUS:
Love lift us up where we belong
Where the eagles cry on a mountain high
Love lift us up where we belong
Far from the world we know,
up where the clear winds blow
Some hang on to "used to be"
Live their lives, looking behind
All we have is here and now
All our life, out there to find
The road is long,
there are mountains in our way,
But we climb them a step every day

CHORUS
Time goes by
No time to cry
Life's you and I
Alive, today

23 Dezembro, 2008

Há quase uma semana, numa quase noite, fui quase
Cinderela.
E, ainda lembro, eu quase fui feliz.
Yo non creo en princepes, pero que los hay, los hay. : )

Ontem, fui completamente Cinderela.
Sozinha em casa, lavei, passei e cozinhei o dia inteirinho,
inteirinho.
Hunf. Pero que los hay, los hay.

Momento CSI.
Chega uma hora na vida em que não dá mais para evitar
certos enfrentamentos.
Daí eu tive que encarar de frente meu casaco de moleton
branco e meu jeans manchados de sangue, abandonados na
área de serviço desde aquele aniversário esquisito.
Separei meu arsenal para remoção de manchas difíceis,
respirei fundo e lá fui.
Primeiro foi o choque: o casaco estava muito mais manchado
do que eu me lembrava.
Segundo foi o estranhamento da localização das manchas
maiores: o carro tombou para o lado esquerdo e todos os
ferimentos na cabeça foram evidentemente no lado esquerdo.
O fato intrigante: as principais marcas ficaram localizadas
no capuz, do lado direito. Eu não sou Unabomber para andar
dirigindo de capuz, ora. E por que no lado direito?
Ok, vamos raciocinar. Eu desmaiei. Imagino que minha
cabeça tenha pendido para o lado oposto, por isso as
manchas e a dor intensa na musculatura do cervical no lado
direito. Só pode. Esquisito foi ver também umas manchas
fortes no punho direito, talvez inconscientemente eu tenha
tentado me limpar. Sensação muito esquisita essa de
supor o que eu fiz desacordada e ferida ao examinar minha
própria roupa. Uau.
Enquanto imaginava qual teria sido o trajeto do meu corpo,
eu usava um pincel para aplicar água oxigenada nas manchas
com uma precisão cirúrgica.
Fiz uma primeira lavagem e, ao final, lá estavam elas,
intactas. Certo. Lembrei: água oxigenada funciona bem
quando as manchas ainda estão, digamos, fresquinhas. Tipo
um, dois dias, no máximo. Fica a dica.
Segunda tentativa: vanish em pó mais vanish alvejante.
Segunda lavagem completa. Não rolou.
Terceira tentativa: pastinha forte de vanish aplicada com
pincel diretamente sobre as manchas. Nova lavagem, desta vez
no ciclo molho limpeza profunda.
Trabalho profissa. Perfeito. Fiquei orgulhosa de mim.
Tempo total da Operação CSI: cinco horas.
Agora posso dizer que entre mortos e feridos salvaram-se
todos.
Meu moleton branco, inclusive. :))

Então, depois dessa maratona toda, não quero mais ouvir
falar em vidros, estilhaços ou coisas do gênero.
Combinado?
Quando falarem comigo, plizz, não digam: - Ana, passe o
vidro de catchup pra cá.
Digam: - Passe o frasco de catchup pra cá.

- Tem filmão na TV hoje: A Casa de Vidro. Vamos ver?
- Desventuras em Série, que tal?, eu vou responder.

- Dá pra você abrir o vidro, que tá abafado aqui?
- Não, não dá, liga o ventilador. :p

- Verdade que David Bowie tem olho de vidro?
- Mentira, é de acrílico.

Eu ainda estou meio traumatizadinha. Só um pouquinho.
Vai passar.

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